19 de setembro de 2022: as notícias que marcaram o dia
O dia 19 de setembro de 2022 entrou para a história como um dos momentos mais intensos do calendário político brasileiro e mundial. A menos de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais, o Brasil vivia uma ebulição democrática, com candidatos percorrendo o país em busca de votos. No cenário internacional, a guerra na Ucrânia completava quase sete meses sem sinais de trégua, enquanto líderes mundiais se reuniam em Nova York para a 77ª Assembleia Geral da ONU. Na economia, os mercados refletiam as incertezas fiscais e geopolíticas. Reunimos a seguir os principais acontecimentos que fizeram desta segunda-feira uma data inesquecível.
Política: campanha acirrada a duas semanas das urnas
Com o primeiro turno marcado para 2 de outubro, a corrida presidencial brasileira entrava na fase mais decisiva. As pesquisas de intenção de voto divulgadas naquele período indicavam uma disputa polarizada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), ambos oscilando dentro da margem de erro. Lula mantinha vantagem numérica, mas Bolsonaro apresentava crescimento em segmentos importantes do eleitorado, como o Centro-Oeste e entre homens de maior renda.
Os candidatos Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) seguiam na terceira e quarta posições, respectivamente, ainda na expectativa de ganhar tração e levar a disputa para o segundo turno. No dia 19, Ciro participou de sabatina em rede nacional e reforçou críticas ao sistema tributário, enquanto Tebet focava em propostas de combate à fome e à violência doméstica.
A agenda dos postulantes incluiu comícios em cidades médias de Minas Gerais e Bahia, estados com grande colégio eleitoral. A segurança pública, a economia e o combate à corrupção dominaram os discursos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou a fiscalização contra fake news e discursos de ódio nas redes sociais, um tema que ganhava centralidade na reta final.
No Legislativo, as atenções se voltavam para a composição da Câmara e do Senado. As coligações fechavam acordos de última hora, e o centrão negociava espaços em possíveis governos futuros. A reforma tributária, embora sem avanço concreto, era citada como prioridade para 2023, independentemente de quem vencesse a eleição.
Economia: dólar em alta e mercado cauteloso
O mercado financeiro brasileiro amanheceu volátil. O dólar comercial abriu em alta, cotado próximo de R$ 5,30, e fechou o dia com variação positiva de 0,8%, influenciado pelo pessimismo externo e pelas incertezas fiscais domésticas. A Bolsa de Valores B3 registrou queda de 0,5% no Ibovespa, com destaque para ações de empresas estatais e do setor de commodities.
Os juros futuros subiram, refletindo a expectativa de que o Banco Central manteria a taxa Selic elevada — então em 13,75% ao ano — para conter a inflação persistente. O IPCA acumulado em 12 meses ultrapassava 7%, ainda acima da meta, mas mostrando tendência de desaceleração. O mercado monitorava de perto os gastos públicos, especialmente após o anúncio de medidas de estímulo eleitoral, como a ampliação do Auxílio Brasil e a redução de impostos sobre combustíveis.
No agronegócio, as exportações seguiam robustas, puxadas pela soja, milho e carne bovina. A China, maior parceira comercial do Brasil, mantinha a demanda aquecida, mas os preços das commodities mostravam leve recuo. O setor industrial, por sua vez, enfrentava gargalos de oferta e alta nos custos de insumos.
O governo federal anunciou novas linhas de crédito para pequenas e médias empresas, com juros subsidiados, como parte do programa de retomada econômica. A medida foi bem recebida por associações empresariais, mas criticada por especialistas que apontavam risco fiscal.
Internacional: Assembleia da ONU e guerra na Ucrânia
Em Nova York, a 77ª Assembleia Geral da ONU começava com discursos de líderes mundiais. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, condenou a invasão russa e pediu união dos países democráticos em defesa da Carta da ONU. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, participou por videoconferência e reiterou o pedido de armas e sanções mais duras contra a Rússia.
No campo de batalha, a Ucrânia enfrentava contraofensiva russa no leste do país, especialmente nas regiões de Donetsk e Luhansk. Bombardeios a infraestruturas civis deixavam milhares de pessoas sem energia e água potável. A Rússia, por sua vez, acusava a Ucrânia de sabotagem em gasodutos. A Europa se preparava para um inverno rigoroso, com racionamento de energia e alta nos preços do gás natural.
Na América Latina, o governo da Colômbia recém-empossado de Gustavo Petro anunciava reformas tributária e agrária, gerando reações do setor produtivo. O Chile realizava plebiscito para aprovação de nova constituição, tema que mobilizava o país. No Brasil, a política externa para a região era tema de debates entre os candidatos presidenciais.
Esportes: futebol e preparação para a Copa do Mundo
No futebol, o Campeonato Brasileiro Série A teve jogos emocionantes no fim de semana e as discussões sobre a data de 19 de setembro incluíam a análise das partidas e a briga pelo título. O Palmeiras liderava, seguido por Flamengo e Corinthians. A rodada do meio de semana já era esperada com confrontos diretos.
A Seleção Brasileira, sob o comando de Tite, seguia os preparativos para a Copa do Mundo de 2022, que começaria em novembro no Catar. O técnico já havia definido a base da convocação e monitorava jogadores lesionados. Neymar, principal estrela, se recuperava de lesão e era dado como certo na lista final.
No vôlei, a seleção feminina disputava o Campeonato Mundial, com vitória importante sobre a Polônia. No tênis, o Brasil tinha representantes em torneios ATP e WTA. O atletismo nacional comemorava recordes de jovens promessas em competições sul-americanas.
Destaques do dia
- Pesquisas eleitorais mostram Lula com vantagem, mas Bolsonaro cresce entre eleitores do Centro-Oeste.
- Ciro Gomes e Simone Tebet intensificam agendas em busca de votos e participam de sabatinas.
- Dólar fecha a R$ 5,30; Ibovespa cai 0,5% com incertezas fiscais e eleitorais.
- Assembleia Geral da ONU discute guerra na Ucrânia, crise climática e segurança alimentar.
- Ucrânia sofre novos bombardeios russos; Europa se prepara para racionamento de energia no inverno.
- Palmeiras lidera o Brasileirão; seleção brasileira se prepara para a Copa do Mundo.
- Auxílio Brasil ampliado e redução de impostos são temas centrais no debate econômico nacional.
Perguntas frequentes sobre o dia 19 de setembro de 2022
Qual era o cenário eleitoral brasileiro nessa data?
Faltavam 13 dias para o primeiro turno. Lula liderava as pesquisas, mas Bolsonaro registrava crescimento. Ciro e Tebet seguiam com chances reduzidas, mas ainda esperavam ir para o segundo turno.
Como estava o dólar e a economia nesse dia?
O dólar subiu e fechou a R$ 5,30. A bolsa caiu levemente. Os juros futuros subiram com preocupações fiscais. A inflação ainda estava alta, mas em desaceleração.
O que aconteceu na guerra da Ucrânia no dia 19 de setembro?
Os combates continuavam intensos no leste da Ucrânia. A ONU realizava discursos sobre a guerra. A Rússia e a Ucrânia trocavam acusações sobre ataques a civis e infraestrutura.
Qual foi o principal destaque esportivo?
No futebol, o Campeonato Brasileiro estava em disputa acirrada. A seleção brasileira se preparava para a Copa do Mundo. No vôlei, o Brasil vencia no Mundial feminino.
O que marcou a Assembleia Geral da ONU?
Joe Biden condenou a Rússia, Zelensky pediu mais armas, e líderes mundiais debateram crise climática, fome e energia. A participação brasileira destacou a defesa do multilateralismo.