Aos 91 anos, morre ator Francisco Cuoco

O ator Francisco Cuoco, um dos grandes nomes da televisão brasileira, faleceu nesta sexta-feira (11) aos 91 anos. A informação foi confirmada por familiares ao portal Zoom News. A causa da morte não foi divulgada até o momento. Natural de São Paulo, Cuoco deixa um legado de mais de sete décadas dedicadas à arte dramática.

Com uma carreira iniciada nos anos 1950, ele atravessou gerações e se tornou referência na teledramaturgia nacional. Atuou em dezenas de novelas, filmes e peças de teatro, marcando o público com personagens carismáticos e versáteis.

Início da carreira

Nascido em São Paulo, Francisco Cuoco começou no teatro amador ainda jovem. Ingressou na TV Tupi nos primeiros anos da televisão brasileira, participando de teleteatros e programas ao vivo. Sua estreia em novelas ocorreu em “O Ébrio” (1950), seguida por “A Muralha” (1954). Durante os anos 1950 e 1960, consolidou-se como ator versátil, atuando também na TV Paulista e na Record.

Antes de ganhar projeção nacional, trabalhou em dezenas de produções ao vivo, o que exigia grande preparo e talento. Essa fase inicial foi fundamental para construir a base de sua notável carreira.

Consagração na Globo

A partir da década de 1970, na Rede Globo, Francisco Cuoco viveu personagens que se tornaram ícones da dramaturgia brasileira. Em “O Bem-Amado” (1973), interpretou o cangaceiro Zeca Diabo, papel que lhe rendeu enorme popularidade e até hoje é lembrado pelo público. Em “Selva de Pedra” (1972) viveu Cristiano, um dos protagonistas. Em “Pecado Capital” (1975) foi Carlão, e em “Dancin’ Days” (1978) interpretou Jorgito.

Na década de 1980, destacou-se em “Roque Santeiro” (1985) como o carismático Sinhozinho Malta, papel antológico, e em “Sassaricando” (1987) como Apolo. Nos anos 1990, participou de grandes sucessos como “O Rei do Gado” (1996), interpretando Geremias Berdinazzi, e “A Indomada” (1997).

Entre outras novelas de destaque estão “O Cafona” (1971), “Bandeira 2” (1971), “O Primeiro Amor” (1972), “Fogo sobre Terra” (1974), “Sinhá Moça” (1986) e “Tieta” (1989). Sua capacidade de transitar entre drama e comédia fez dele um dos atores mais requisitados de sua geração.

Trabalhos no cinema e no teatro

Paralelamente à televisão, Cuoco construiu uma sólida carreira no cinema. Atuou em filmes como “O Engano” (1959), “As Cariocas” (1966), “A Dama da Zona” (1972) e “O Comprador de Fazendas” (1974). No teatro, participou de montagens importantes como “O Pagador de Promessas”, “Lisístrata” e “O Santo Milagroso”, demonstrando sua formação clássica e talento para os palcos.

Trabalhos recentes

Nos anos 2000 e 2010, Cuoco continuou ativo na televisão. Participou de novelas como “O Profeta” (2006), “Caras & Bocas” (2009), “Sangue Bom” (2013) e “Quanto Mais Vida, Melhor!” (2021), esta última sendo seu trabalho mais recente na TV. Mesmo em idade avançada, mantinha o entusiasmo pela profissão.

Reconhecimento e legado

Ao longo de mais de 70 anos de carreira, Francisco Cuoco recebeu diversos prêmios, incluindo Troféu Imprensa de Melhor Ator e Prêmio APCA pelo conjunto da obra. Em 2014, foi homenageado no Prêmio da Música Brasileira e, em diversas ocasiões, teve sua trajetória celebrada por instituições culturais.

Cuoco foi um dos últimos grandes nomes da primeira geração de atores da TV brasileira. Sua contribuição para a teledramaturgia é incalculável, inspirando novas gerações de artistas.

Principais marcos da carreira

  • Início na TV Tupi nos anos 1950, participando de teleteatros históricos.
  • Consagração nacional com o papel de Zeca Diabo em “O Bem-Amado” (1973).
  • Papéis inesquecíveis em “Selva de Pedra”, “Pecado Capital”, “Roque Santeiro” e “O Rei do Gado”.
  • Carreira paralela bem-sucedida no cinema e no teatro.
  • Reconhecimento com prêmios como Troféu Imprensa e APCA.
  • Último trabalho na novela “Quanto Mais Vida, Melhor!” (2021).

Repercussão da morte

Nas redes sociais, fãs e artistas lamentaram a perda. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou homenagem, destacando o talento e a importância de Cuoco para a cultura nacional. A Rede Globo também emitiu nota de pesar, classificando-o como “um dos maiores atores da história da televisão brasileira”. Diversos colegas de profissão, como Tony Ramos e Fernanda Montenegro, manifestaram tristeza e gratidão pelo convívio.

A família agradeceu as manifestações de carinho e pediu privacidade neste momento. O velório deve ocorrer em âmbito familiar, sem data divulgada.

Perguntas frequentes

Quem foi Francisco Cuoco?

Francisco Cuoco foi um ator brasileiro, nascido em São Paulo, com uma vasta carreira na televisão, cinema e teatro, sendo um dos nomes mais importantes da teledramaturgia nacional.

Quais foram suas novelas mais famosas?

Entre as novelas mais marcantes estão “O Bem-Amado”, “Selva de Pedra”, “Pecado Capital”, “Roque Santeiro”, “O Rei do Gado” e “Sassaricando”.

Quantos anos ele tinha?

Francisco Cuoco tinha 91 anos quando faleceu.

Onde ele nasceu?

Ele nasceu em São Paulo, capital.

Qual foi a causa da morte?

A causa da morte não foi divulgada oficialmente pela família, que pediu respeito ao momento.

Cuoco também atuou no cinema e no teatro?

Sim. Ele participou de diversos filmes ao longo das décadas de 1960 e 1970, além de importantes montagens teatrais.

Qual foi o último trabalho de Francisco Cuoco na TV?

Seu último trabalho na televisão foi na novela “Quanto Mais Vida, Melhor!”, exibida pela Globo em 2021.

Como está sendo a repercussão de sua morte?

A morte gerou comoção entre fãs, artistas e autoridades, com diversas homenagens nas redes sociais e notas de pesar de instituições.