O técnico da seleção brasileira feminina, Arthur Elias, reconheceu publicamente que o Brasil chega como o grande favorito à conquista da Copa América feminina, que será realizada em julho e agosto de 2025 no Equador. Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, o treinador destacou a força do elenco, a tradição da equipe no continente e a preparação intensa realizada nas últimas semanas, mas fez questão de ressaltar que é preciso manter os pés no chão e respeitar todas as adversárias.
Com um elenco que mescla experiência e juventude, a seleção brasileira busca o heptacampeonato da competição, consolidando ainda mais sua hegemonia no futebol feminino sul-americano. A equipe verde e amarela é a maior vencedora do torneio, com títulos em 1991, 1995, 1998, 2003, 2010, 2014 e 2018. Para Arthur Elias, a responsabilidade de vestir a camisa canarinho é grande, mas o grupo está preparado para lidar com a pressão.
Pontos‑chave
- Arthur Elias admite favoritismo, mas prega respeito aos adversários.
- Brasil é o maior campeão da Copa América feminina, com sete títulos.
- A competição deste ano acontece no Equador entre julho e agosto de 2025.
- Argentina, Colômbia e Paraguai são apontadas como as principais ameaças.
- O elenco brasileiro reúne jogadoras que atuam em ligas competitivas no exterior.
“Temos consciência do nosso potencial e da história que construímos. O Brasil é sempre um dos times a serem batidos, mas sabemos que cada jogo é uma final. Não podemos menosprezar ninguém.” – Arthur Elias
A declaração de Arthur Elias
Arthur Elias assumiu o comando da seleção brasileira em 2024 e desde então implementou um estilo de jogo ofensivo e envolvente. Ao ser questionado sobre o favoritismo, o treinador não fugiu do assunto: “Se não acreditarmos que podemos vencer, não faz sentido estar aqui. O Brasil é uma potência no futebol feminino, e temos que carregar essa responsabilidade com orgulho.”
Ele também destacou a evolução tática do time nos últimos amistosos e a integração de novas jogadoras ao grupo. “Temos um grupo jovem, mas com muitas atletas que atuam em ligas competitivas no exterior. Isso faz diferença no nível de exigência do dia a dia e na maturidade tática dentro de campo”, completou. O treinador ainda ressaltou que o trabalho psicológico tem sido uma das prioridades, já que a equipe precisa aprender a lidar com a condição de favorita.
A trajetória da seleção brasileira na Copa América
A seleção brasileira feminina é a maior vencedora da Copa América, com títulos conquistados em praticamente todas as edições disputadas desde a criação do torneio em 1991. O domínio verde e amarelo no continente é incontestável, e a cada torneio a equipe chega como referência técnica e tática.
Alguns dos momentos mais marcantes da história brasileira no torneio incluem a goleada sobre a Argentina na final de 2018, a campanha invicta em 2014 e a primeira conquista em 1991, ainda no início da modalidade. O sucesso na Copa América também garantiu ao Brasil vagas em Copas do Mundo e Jogos Olímpicos, contribuindo para o crescimento do futebol feminino no país.
“Vestir a camisa da seleção é carregar uma história de glórias. Isso pesa, mas também impulsiona. Queremos escrever mais um capítulo vitorioso”, afirmou Arthur Elias.
Os adversários
Apesar do favoritismo brasileiro, Arthur Elias alertou para a qualidade das seleções concorrentes. Argentina, Colômbia e Paraguai têm evoluído significativamente nos últimos anos, com investimento em categorias de base e profissionais atuando no exterior.
A Argentina, vice-campeã em 2018 e 2022, é uma das principais rivais. A equipe argentina tem mostrado consistência tática e jogadoras experientes no ataque. A Colômbia, por sua vez, fez uma campanha histórica na Copa do Mundo de 2023, chegando às quartas de final, e conta com um elenco jovem e veloz. O Paraguai tradicionalmente impõe dificuldades, com um estilo agressivo de marcação.
“A Argentina tem um time muito competitivo, a Colômbia mostrou crescimento na última Copa do Mundo, e o Paraguai sempre dificulta. Não existe jogo fácil. Temos que ter paciência e inteligência para superar defesas organizadas”, analisou o treinador. Além dessas, seleções como Chile e Equador também podem surpreender, especialmente jogando em casa.
Expectativas e preparação
A seleção brasileira se prepara para o torneio com uma série de treinos fechados e amistosos preparatórios. A comissão técnica priorizou a parte física e a adaptação tática, além de trabalhar a parte mental para lidar com a pressão.
Arthur Elias também destacou a importância da torcida: “Sabemos que os brasileiros estarão com a gente. Mesmo longe, sentimos o apoio. Isso nos motiva ainda mais.”
O elenco convocado mescla jogadoras que atuam no Brasil e no exterior, incluindo atletas que disputam ligas na Europa, Estados Unidos e Ásia. A ideia é explorar a versatilidade do grupo para adaptar a estratégia conforme o adversário. A estreia do Brasil está prevista para o final de julho, contra a Argentina, em um confronto que já pode dar o tom da competição. Uma vitória inicial será importante para consolidar a confiança do grupo.
Perguntas frequentes
Quem é Arthur Elias?
Arthur Elias é o técnico da seleção brasileira feminina desde 2024. Antes, teve passagens de destaque por clubes como Corinthians e Ferroviária, conquistando títulos nacionais e internacionais, como a Libertadores Feminina.
Quantas vezes o Brasil venceu a Copa América feminina?
O Brasil é o maior campeão, com 7 títulos (1991, 1995, 1998, 2003, 2010, 2014 e 2018). Nenhuma outra seleção chegou perto desse número de conquistas.
Quando e onde será a Copa América feminina de 2025?
O torneio será realizado entre julho e agosto de 2025, com partidas em várias cidades do Equador. Dez seleções filiadas à Conmebol participarão.
Como funciona o formato da competição?
As 10 seleções são divididas em dois grupos de cinco, com os dois melhores de cada grupo avançando às semifinais. Os finalistas e o vencedor da disputa pelo 3.º lugar ganham vagas na Copa do Mundo Feminina.
O Brasil já enfrentou alguma dificuldade na Copa América?
Sim. Em 2022 o Brasil foi eliminado nas semifinais pelo Paraguai, nos pênaltis, um resultado que surpreendeu o mundo do futebol. Por isso, Arthur Elias prega humildade e respeito a todos os adversários.
Além do título, o que está em jogo?
A Copa América oferece vagas diretas para a Copa do Mundo Feminina e para os Jogos Olímpicos. O Brasil busca garantir uma dessas vagas e, idealmente, levantar a taça.
Com a estreia se aproximando, a expectativa é que o Brasil entre em campo com força máxima e mostre o futebol ofensivo que caracteriza a equipe. Arthur Elias já deixou claro: o objetivo é levantar a taça e manter o domínio sul‑americano. A torcida brasileira aguarda ansiosa por mais uma demonstração de talento e determinação das meninas do Brasil.