Chuvas dos últimos dias causaram duas mortes no RS

As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o início da semana já provocaram a morte de duas pessoas, segundo o mais recente balanço divulgado pela Defesa Civil do estado. Os temporais afetam dezenas de municípios, principalmente nas regiões central, norte e nos Vales, causando alagamentos, deslizamentos de terra e bloqueios em rodovias estaduais e federais.

Cenário das chuvas no estado

O Rio Grande do Sul enfrenta mais um episódio de tempo severo em 2025. Os acumulados de chuva passaram dos 100 milímetros em diversas cidades nas últimas 72 horas, o que elevou rapidamente o nível de rios como o Taquari, o Caí e o Jacuí. De acordo com a meteorologia, a combinação de uma frente fria semi-estacionária com o transporte de umidade da Amazônia criou as condições ideais para os temporais.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram ruas completamente alagadas em municípios como Lajeado, Estrela, Encantado e Roca Sales. Em algumas localidades, a água invadiu o centro das cidades, forçando a remoção de famílias e o fechamento do comércio.

Vítimas e circunstâncias

De acordo com informações oficiais da Defesa Civil, as duas mortes ocorreram em municípios distintos da região central do estado. Uma das vítimas foi arrastada pela correnteza ao tentar atravessar uma rua alagada de carro em Encantado. O veículo foi levado pela força da água e o condutor não conseguiu sair a tempo.

A segunda morte foi registrada em Roca Sales, onde um deslizamento de terra atingiu uma residência no início da madrugada. A vítima estava dormindo no momento do acidente e não resistiu aos ferimentos.

As identidades das vítimas não foram divulgadas oficialmente até a publicação desta reportagem, e as famílias estão sendo assistidas pela assistência social dos municípios.

Danos materiais e infraestrutura

Além das fatalidades, as chuvas causaram grandes transtornos para a população gaúcha. Mais de 30 mil imóveis ficaram sem energia elétrica no estado, segundo a concessionária RGE. O fornecimento de água também foi interrompido em algumas cidades devido à turbidez excessiva nos mananciais.

As aulas foram suspensas em pelo menos 20 municípios, e o trânsito na BR-386 e na BR-470 apresentava pontos de interdição ao longo do dia. O nível do Rio Taquari subiu rapidamente, ultrapassando a cota de alerta em Lajeado e Estrela, deixando moradores de áreas ribeirinhas em estado de atenção máxima.

Ações do poder público

O governador do Rio Grande do Sul sobrevoou as regiões mais afetadas e determinou a mobilização de equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e do Exército Brasileiro para atender as famílias desabrigadas e desalojadas.

Abrigos provisórios foram montados em ginásios e escolas municipais. Até o momento, mais de 800 pessoas estão fora de suas casas, seja em abrigos públicos ou na casa de parentes. O governo estadual também anunciou a liberação de recursos emergenciais para a reconstrução da infraestrutura danificada.

Previsão do tempo e alertas

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) mantém alerta laranja para acumulado de chuva nas próximas horas, com risco de novos alagamentos e deslizamentos em áreas de encosta. A previsão indica que a frente fria perde força a partir do fim de semana, mas o solo encharcado ainda representa perigo.

A recomendação das autoridades é clara: em caso de emergência, ligue 199 (Defesa Civil) ou 193 (Corpo de Bombeiros). Não enfrente áreas alagadas a pé ou de carro, busque locais seguros e mantenha-se informado pelos canais oficiais da prefeitura e do governo do estado.

Perguntas frequentes sobre as chuvas no RS

As chuvas no Rio Grande do Sul são um problema recorrente?

Sim, o estado tem histórico de eventos climáticos extremos, agravados por fenômenos como El Niño e La Niña, além das mudanças climáticas globais. A região dos Vales e a Serra Gaúcha são particularmente vulneráveis a inundações e deslizamentos devido à geografia e ao histórico de ocupação do solo.

Como posso ajudar as vítimas das enchentes?

Você pode contribuir doando água potável, alimentos não perecíveis, produtos de limpeza e higiene pessoal, roupas em bom estado e cobertores. Os pontos de coleta oficiais são geralmente divulgados pelas prefeituras e pela Defesa Civil de cada cidade. Evite enviar doações por conta própria para não sobrecarregar a logística local.

O que fazer em caso de enchente ou deslizamento?

Desligue a chave geral de energia elétrica e feche o registro de gás. Saia de casa imediatamente se houver risco de deslizamento ou se a água começar a invadir o imóvel. Procure um local elevado e seguro. Não retorne para casa até que a área seja considerada segura pelas autoridades. Mantenha documentos e medicamentos em um kit de emergência.