A seleção uruguaia de futebol feminino conquistou uma importante vitória na Copa América Feminina ao derrotar o Peru por 1 a 0, em partida realizada nesta quinta-feira pela fase de grupos do torneio continental. O único gol da partida foi um verdadeiro espetáculo: uma jogada trabalhada pela direita, com troca de passes rápidos e finalização de primeira, que os comentaristas classificaram como "gol brasileiro" pela plasticidade e categoria.
Desde o apito inicial, o Uruguai mostrou superioridade técnica e controle de posse de bola. A equipe celeste pressionou a saída de bola peruana e criou as melhores oportunidades. O Peru, por sua vez, apostou nos contra-ataques, mas encontrou uma defesa uruguaia bem postada. O primeiro tempo terminou empatado sem gols, com ambas as equipes estudando o adversário.
Na etapa complementar, o Uruguai voltou mais agressivo. Aos 15 minutos, em uma bela troca de passes pelo lado direito, a atacante uruguaia recebeu na ponta, driblou a marcadora e cruzou rasteiro. A bola encontrou a meio-campista que, de primeira, finalizou colocado no canto esquerdo da goleira peruana. A arbitragem confirmou o gol após rápida consulta ao VAR, que não apontou impedimento.
O termo "gol brasileiro" é frequentemente usado no futebol sul-americano para descrever gols de placa, com refinamento técnico e ousadia. A jogada construída pelo Uruguai teve todos esses ingredientes: domínio orientado, tabela rápida, cruzamento na medida e finalização de primeira. A imprensa local destacou a beleza do lance e a eficiência da jogada, comparando-a aos grandes momentos do futebol feminino brasileiro.
Com este resultado, o Uruguai soma três pontos na tabela e assume a vice-liderança do grupo B, atrás apenas do Brasil, que também venceu na estreia. O Peru, por outro lado, ainda busca sua primeira vitória no torneio e terá que se recuperar nos próximos jogos para seguir sonhando com a classificação.
A partida também marcou a estreia de novas jogadoras convocadas, que mostraram entrosamento e vontade. A torcida uruguaia presente apoiou do início ao fim, celebrando cada lance de perigo.
Análise tática
O Uruguai se apresentou no esquema 4-2-3-1, com linhas compactas e transição rápida para o ataque. A lateral-direita foi um dos pontos fortes, apoiando constantemente o ataque. O Peru, por sua vez, optou por um 4-4-2 tradicional, tentando explorar os contra-ataques pelos flancos. A ausência de sua principal artilheira, cortada por lesão, foi sentida no poder de finalização peruano. As estatísticas mostram o domínio celeste: 58% de posse de bola, 7 finalizações no gol contra 3 do adversário, e 6 escanteios contra 2.
Histórico do confronto
Uruguai e Peru já se enfrentaram seis vezes pela Copa América Feminina, com três vitórias uruguaias, duas peruanas e um empate. O último encontro havia sido em 2018, com vitória peruana por 2 a 1. Desta vez, a equipe celeste impôs seu ritmo e quebrou a sequência negativa.
Destaques da partida
- Finalizações no gol: Uruguai 7, Peru 3
- Posse de bola: Uruguai 58%, Peru 42%
- Escanteios: Uruguai 6, Peru 2
- Defesas importantes: Goleira uruguaia (3 defesas)
- Jogadora da partida: Meio-campista autora do gol
O que esperar dos próximos jogos
O Uruguai enfrenta o Equador no próximo domingo, em partida que pode definir a liderança do grupo. A equipe equatoriana joga com o apoio da torcida e promete dificuldades. O Peru, por sua vez, enfrenta a Bolívia em um confronto direto para manter chances de classificação. A rodada promete fortes emoções.
Perguntas Frequentes sobre a Copa América Feminina
O que é a Copa América Feminina?
É o torneio de seleções femininas da América do Sul, organizado pela CONMEBOL. A primeira edição foi em 1991 e, desde então, ocorre a cada quatro anos. A edição de 2025 é a nona na história.
Quantas seleções participam?
As dez seleções filiadas à CONMEBOL: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
Como funciona o formato de disputa?
Na primeira fase, as seleções são divididas em dois grupos de cinco. As duas primeiras de cada grupo avançam às semifinais. Os finalistas e o vencedor da disputa pelo terceiro lugar garantem vaga na Copa do Mundo Feminina.
Quem são as maiores campeãs?
O Brasil é o maior campeão, com oito títulos. Argentina (2) e Colômbia (1) completam o quadro de campeãs.
Onde assistir aos jogos?
No Brasil, a transmissão é feita pelos canais ESPN e SporTV, além do serviço de streaming Star+.