Com a chegada de uma forte massa de ar frio e a queda acentuada das temperaturas na capital paulista, a Prefeitura de São Paulo acionou nesta semana a operação emergencial de atendimento à população em situação de rua. O objetivo é reduzir os riscos de hipotermia e garantir abrigo, alimentação e assistência básica aos moradores de rua durante os dias de frio intenso.
Principais pontos da operação
- Ativação automática sempre que a temperatura atinge 13°C ou menos, com equipes em campo 24 horas.
- Ampliação temporária de vagas em centros de acolhida existentes e abertura de unidades emergenciais em regiões de grande concentração de população de rua.
- Abordagem social noturna e madrugada com oferta de transporte gratuito até os abrigos.
- Distribuição de cobertores, sopas, bebidas quentes e kits de higiene em pontos estratégicos da cidade.
- Atendimento médico básico nos abrigos, com foco em doenças respiratórias e hipotermia, além de vacinação contra gripe.
- Canais de solicitação de ajuda pelo telefone 156, aplicativo SP156 e postos fixos de atendimento.
Como funciona a operação
A operação é ativada sempre que as temperaturas atingem níveis considerados críticos, geralmente abaixo dos 13°C. Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social percorrem as ruas em horários estratégicos – principalmente durante a noite e a madrugada – para abordar pessoas em situação de rua e oferecer transporte gratuito até os centros de acolhida. O acolhimento é voluntário, mas os agentes reforçam a importância de aceitar o abrigo para evitar mortes por exposição ao frio.
Durante o dia, as equipes de abordagem social também atuam em pontos de grande circulação, distribuindo informações sobre os serviços disponíveis e orientando a população sobre como solicitar ajuda. Em dias de frio extremo, a prefeitura dobra o número de equipes volantes e estende o horário de funcionamento dos abrigos.
Locais de acolhimento
A prefeitura amplia temporariamente o número de vagas nos centros de acolhida existentes e abre unidades emergenciais em regiões estratégicas, como Sé, República, Luz, Brás e outras áreas com alta concentração de pessoas em situação de rua. Os abrigos oferecem pernoite, refeições quentes, banho, roupas de cama e kit de higiene. Algumas unidades são exclusivas para famílias, mulheres, idosos e grupos LGBTQIA+, garantindo um atendimento adequado a cada perfil.
Para consultar os endereços e a disponibilidade de vagas, a população pode utilizar o aplicativo SP156 ou acessar o site da Secretaria Municipal de Assistência Social. A lista é atualizada diariamente conforme a demanda, e a prefeitura mantém um serviço de informação por WhatsApp para agilizar o encaminhamento.
Apoio médico e distribuição de itens
Equipes de saúde da família realizam atendimentos nas unidades de acolhimento, com foco em doenças respiratórias, hipotermia e outras condições agravadas pelo frio. São oferecidos medicamentos básicos, curativos e encaminhamento para unidades básicas de saúde quando necessário. Em paralelo, a Defesa Civil distribui cobertores, agasalhos, sopas e bebidas quentes nos pontos de maior vulnerabilidade.
Durante a operação, a prefeitura também intensifica a vacinação contra a gripe e outras doenças sazonais nos abrigos emergenciais. As equipes volantes levam kits de higiene pessoal e orientações sobre prevenção de doenças típicas do inverno, como resfriados e pneumonia. Para quem recusa o acolhimento, os agentes entregam cobertores e mantas térmicas, além de informar sobre os abrigos mais próximos.
Como solicitar ajuda
Qualquer cidadão pode contribuir acionando o serviço pelo telefone 156, informando a localização precisa de pessoas em situação de rua que estejam precisando de acolhimento. O aplicativo SP156 também permite o registro de solicitações com geolocalização. As equipes volantes da assistência social são despachadas para o local para fazer a abordagem e oferecer o encaminhamento.
Além disso, a prefeitura mantém pontos fixos de atendimento em todas as regiões da cidade, onde é possível obter informações e solicitar inclusão nos programas assistenciais. A população também pode entrar em contato com o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) mais próximo para orientações adicionais.
Importância da ação
A operação já se consolidou como uma das principais políticas de proteção social no inverno paulistano. Nos últimos anos, o número de acolhidos cresceu significativamente e a ação tem sido fundamental para reduzir óbitos por hipotermia. De acordo com levantamentos municipais, a cada inverno milhares de pessoas recebem acolhimento, e a taxa de mortalidade entre a população em situação de rua durante ondas de frio caiu expressivamente desde a implementação do plano.
Mais do que o abrigo imediato, o contato com os assistentes sociais permite o encaminhamento para programas habitacionais, cursos de capacitação profissional, serviços de saúde e reinserção social. A iniciativa também conta com parcerias com organizações da sociedade civil, que auxiliam na distribuição de donativos e na ampliação da rede de acolhimento. A operação representa uma rede de proteção que vai além do frio, conectando as pessoas a direitos e oportunidades.
Perguntas frequentes
Quem pode ser acolhido?
Qualquer pessoa em situação de rua, independentemente de idade, gênero ou condição. Existem unidades específicas para famílias, mulheres, idosos e grupos LGBTQIA+, garantindo um atendimento adequado a cada perfil.
Como a população pode contribuir?
Além de acionar o serviço 156, é possível doar cobertores, agasalhos, calçados e alimentos não perecíveis em postos de coleta oficiais ou diretamente nos centros de acolhida. A prefeitura divulga periodicamente os itens de maior necessidade. Empresas e grupos organizados também podem firmar parcerias para ampliar a capacidade de acolhimento.
É obrigatório aceitar o acolhimento?
Não, a abordagem é voluntária e respeita a decisão da pessoa. As equipes oferecem informações e alternativas, mas não obrigam ninguém a se abrigar. Em dias de frio extremo, a abordagem é reforçada e os agentes insistem para que as pessoas aceitem o acolhimento, explicando os riscos à saúde. Em casos de risco iminente, a Defesa Civil pode ser acionada para prestar socorro.
Animais de estimação podem acompanhar?
Sim, a maioria dos centros de acolhida permite a entrada de animais de estimação. Alguns abrigos contam com espaço específico para cães e gatos, garantindo que ninguém precise escolher entre o abrigo e seu companheiro. É importante informar a presença do animal no momento da abordagem para que a equipe direcione a pessoa ao local adequado.