Custo de cesta básica ideal para uma pessoa chega a R$ 432 em abril

O custo da cesta básica ideal para uma pessoa adulta, calculada pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), atingiu R$ 432,00 em abril de 2025. Esse valor representa o gasto mínimo necessário para adquirir os alimentos essenciais que garantem uma alimentação balanceada durante um mês. A alta foi influenciada por fatores como entressafra de hortaliças, aumento nos preços das carnes e pressões inflacionárias gerais.

O que é a cesta básica ideal?

A cesta básica ideal é definida pelo DIEESE com base no Decreto-Lei 399/1938. Ela é composta por 13 itens em quantidades suficientes para sustentar um trabalhador adulto com uma alimentação balanceada. Os itens são: carne (6 kg), leite (7,5 l), feijão (4,5 kg), arroz (3 kg), farinha (1,5 kg), batata (6 kg), legumes (9 kg), pão francês (6 kg), café (600 g), frutas (90 unidades), açúcar (3 kg), banha/óleo (1,5 kg) e manteiga (900 g). Essa combinação atende às necessidades calóricas e nutricionais recomendadas.

Por que o valor subiu para R$ 432?

Em abril, diversos itens registraram altas expressivas. A carne bovina, que tem forte peso no orçamento, subiu cerca de 8% no mês, puxada pelo ciclo pecuário e aumento dos custos de produção. A entressafra de batata e legumes também elevou os preços desses produtos. O tomate, por exemplo, sofreu com chuvas excessivas em regiões produtoras. Além disso, o óleo de soja e o café tiveram acréscimos devido às cotações internacionais. O conjunto desses fatores fez com que o valor da cesta superasse a barreira dos R$ 430.

Diferenças regionais no custo da cesta

O valor de R$ 432 é uma média nacional, mas as capitais apresentam grande variação. Em São Paulo, a cesta chega a custar mais de R$ 500; em Brasília, o valor também ultrapassa a média. Já em capitais do Nordeste, como Recife e Salvador, a cesta fica abaixo de R$ 400. Essas diferenças decorrem de fatores como frete, tributação (ICMS), estrutura logística e hábitos alimentares de cada região. O DIEESE divulga mensalmente o levantamento por cidade, permitindo comparações.

Impacto sobre o salário mínimo

Com o salário mínimo vigente de R$ 1.212, o gasto com a cesta básica ideal compromete aproximadamente 35,6% da renda do trabalhador. Isso significa que mais de um terço do salário é destinado apenas à alimentação básica, restando pouco para moradia, transporte, saúde e lazer. Esse percentual é considerado elevado e evidencia o desafio das famílias de baixa renda para garantir a segurança alimentar.

Dicas para economizar na cesta básica

  • Planeje as compras: faça uma lista dos itens necessários e evite compras por impulso.
  • Prefira alimentos da estação: frutas, legumes e verduras da safra são mais baratos e nutritivos.
  • Substitua carnes caras: frango, ovos e cortes suínos podem ser alternativas mais econômicas à carne bovina.
  • Compre em feiras e mercados municipais: geralmente os preços são mais baixos que nos supermercados.
  • Evite desperdícios: aproveite integralmente os alimentos, use cascas e talos em receitas, e congele porções para consumir depois.

Fatos principais sobre a cesta básica em abril

  • O custo médio nacional da cesta básica ideal foi de R$ 432 em abril.
  • O item com maior peso no orçamento é a carne.
  • As capitais do Sudeste e Centro-Oeste têm as cestas mais caras.
  • O Nordeste apresenta os menores valores médios.
  • A cesta consome mais de 35% do salário mínimo.

Perguntas frequentes sobre a cesta básica ideal

O que é cesta básica ideal?

É um conjunto de alimentos essenciais em quantidades suficientes para alimentar uma pessoa adulta durante um mês, conforme definido por lei e calculado pelo DIEESE.

Quem calcula o valor da cesta básica?

O DIEESE realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, acompanhando os preços em várias capitais brasileiras.

Como o DIEESE define os itens e quantidades?

Os itens e quantidades seguem o Decreto-Lei 399/1938, que estabelece os alimentos necessários para atender às necessidades calóricas e proteicas de um trabalhador adulto.

Por que o custo varia tanto entre as cidades?

Por razões como custo de transporte, impostos estaduais, oferta local de alimentos e hábitos de consumo regionais.

Como posso reduzir meus gastos com alimentação?

Além das dicas de planejamento e substituição, é importante comparar preços entre estabelecimentos, comprar a granel e evitar o desperdício.


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