Gripe aviária não deve impactar preço da carne de frango, diz ministro

O ministro da Agricultura e Pecuária afirmou, em entrevista coletiva realizada nesta semana, que os surtos de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade) identificados em algumas regiões do Brasil não devem provocar alta significativa no preço da carne de frango. A declaração ocorre em meio à preocupação de produtores e consumidores com possíveis reflexos da doença no mercado interno e nas exportações.

Contexto da gripe aviária no Brasil

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e o segundo maior produtor, atrás apenas dos Estados Unidos. Nos últimos meses, focos do vírus H5N1 foram detectados em aves silvestres e em algumas granjas comerciais nos estados do Sul e Sudeste. Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) considere baixo o risco de transmissão para humanos via consumo de carne de frango bem cozida, os mercados internacionais costumam ser sensíveis a notificações sanitárias.

Diante dos primeiros casos, o Ministério da Agricultura declarou estado de emergência sanitária e ativou protocolos de contenção. Até o momento, nenhum foco de grande escala foi registrado, e as autoridades garantem que a situação está sob controle.

Medidas sanitárias adotadas

O ministro detalhou as ações implementadas para evitar a disseminação do vírus: interdição imediata das propriedades afetadas, sacrifício sanitário dos lotes contaminados, intensificação da vigilância em aves migratórias e campanhas de orientação para produtores. “O sistema de defesa agropecuária brasileiro é um dos mais respeitados do mundo. Cada caso é tratado de forma rápida e cirúrgica”, afirmou.

Além disso, o governo reforçou a proibição de feiras de aves vivas em regiões com ocorrência e ampliou a testagem em granjas localizadas em áreas de risco. As medidas seguem as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e têm sido elogiadas por órgãos internacionais.

Impacto na produção e oferta

Segundo dados do setor, os focos confirmados representam menos de 0,1% da produção nacional. As granjas atingidas foram rapidamente isoladas, e as demais unidades mantiveram sua operação normal. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que a produção de carne de frango deve crescer cerca de 3% em 2025, impulsionada pela demanda doméstica e externa.

O ministro destacou que não há risco de desabastecimento. “Os estoques estão confortáveis e a cadeia produtiva está preparada para atender tanto o mercado interno quanto os compromissos de exportação.”

Preço ao consumidor

A declaração mais aguardada era sobre o preço nas gôndolas dos supermercados. O ministro foi enfático: “A gripe aviária não é, neste momento, um fator de pressão sobre os preços. O que vemos são movimentos sazonais comuns, como o aumento do consumo no inverno, que eleva ligeiramente as cotações, mas nada que fuja da normalidade.”

Dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostram que o preço médio do quilo do frango inteiro subiu 1,2% em junho, dentro da média histórica para o período. Especialistas consultados confirmam que não há correlação direta com os casos de gripe aviária.

Cenário internacional

No cenário global, países como Estados Unidos, França e Japão já enfrentaram surtos mais severos que afetaram temporariamente a oferta. O Brasil, até agora, manteve seu status sanitário e não sofreu embargos comerciais significativos. O ministro ressaltou que as exportações brasileiras continuam fluindo normalmente, e a confiança dos importadores permanece alta.

“Nossos principais parceiros comerciais — China, Arábia Saudita, Emirados Árabes e União Europeia — reconhecem a eficácia do nosso sistema de defesa. Não há qualquer sinal de restrição adicional”, completou.

Recomendações aos produtores

O ministério orientou os produtores a reforçarem as medidas de biosseguridade: controle de acesso às granjas, uso de pedilúvios, higienização de veículos e equipamentos, e notificação imediata de qualquer suspeita. Também foi recomendado evitar o contato de aves domésticas com aves migratórias, principais vetores do vírus.

A adesão às boas práticas é fundamental para preservar o status sanitário do país e evitar que o vírus se estabeleça de forma endêmica.

Perguntas frequentes (FAQ)

É seguro consumir carne de frango durante surtos de gripe aviária?

Sim. A OMS e a OMSA afirmam que a carne de frango não representa risco quando cozida adequadamente (acima de 70°C). Não há evidências de transmissão pelo consumo.

A gripe aviária pode afetar o abastecimento?

No Brasil, os focos são localizados e controlados rapidamente, sem impacto significativo na oferta total. O abastecimento está garantido.

Os preços do frango vão subir?

Segundo o ministro e analistas de mercado, não há motivo para alta expressiva. As variações sazonais são normais e não estão relacionadas à gripe aviária.

O Brasil corre risco de perder mercados exportadores?

Até agora, nenhum parceiro comercial impôs barreiras. A confiança no sistema sanitário brasileiro continua elevada.

A declaração do ministro busca tranquilizar produtores, investidores e a população. A expectativa é que o preço da carne de frango se mantenha estável nas próximas semanas, beneficiando tanto o consumidor quanto a cadeia produtiva. O governo segue monitorando a situação e promete transparência nas comunicações.

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