O jornalista Marcelo Beraba, um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e referência no jornalismo brasileiro, morreu no Rio de Janeiro. Com uma carreira de mais de quatro décadas dedicadas à imprensa, Beraba deixa um legado marcante para o jornalismo investigativo e para a defesa da liberdade de expressão no Brasil. Jogue 500+ slots e saque via PIX em minutos Crie sua conta e ganhe bônus de boas-vindas
Trajetória no jornalismo
Marcelo Beraba construiu uma sólida carreira nas principais redações do país. Trabalhou em veículos de grande influência, como Jornal do Brasil, O Globo e Folha de S.Paulo, onde atuou como repórter, editor e ombudsman. Sua passagem pela Folha de S.Paulo foi um período de forte investimento em jornalismo investigativo e na criação de padrões editoriais rigorosos, marcando uma geração de profissionais.
Como ombudsman, Beraba destacou-se por suas colunas independentes e pela defesa de uma imprensa ética, transparente e comprometida com a apuração. Ele também foi um entusiasta da modernização das redações e da incorporação de novas tecnologias ao trabalho jornalístico, sempre com o foco na qualidade da informação.
Fundação da Abraji e luta pelo jornalismo investigativo
Em 2002, Marcelo Beraba esteve entre os jornalistas que fundaram a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), ao lado de outros profissionais comprometidos com a investigação jornalística e a defesa da liberdade de imprensa. A entidade surgiu da necessidade de qualificar a prática investigativa no Brasil e oferecer suporte jurídico e técnico a repórteres que atuam na linha de frente da apuração.
A Abraji rapidamente se consolidou como a principal referência em jornalismo investigativo no país, promovendo congressos anuais, cursos de formação, pesquisas e programas de intercâmbio. Beraba participou ativamente da gestão da associação, ocupou cargos de liderança e contribuiu para a expansão das atividades da entidade ao longo dos anos.
Contribuições à liberdade de imprensa
Ao longo de sua carreira, Marcelo Beraba foi um defensor incansável da liberdade de imprensa e do direito à informação. Participou de debates públicos sobre regulação da mídia, acesso a dados públicos, proteção de fontes jornalísticas e transparência governamental. Sua atuação foi fundamental em momentos em que a pressão sobre repórteres e veículos de comunicação aumentava no Brasil.
Beraba também contribuiu ativamente para a formação de novas gerações de jornalistas. Ministrou cursos, palestras e oficinas sobre técnicas de investigação, ética jornalística, checagem de fatos e responsabilidade na apuração. Muitos dos profissionais que passaram por suas salas de aula ou treinamentos hoje atuam em redações de todo o país.
Repercussão da morte
A notícia da morte de Marcelo Beraba causou grande comoção no meio jornalístico brasileiro. Colegas de profissão, entidades de classe e instituições ligadas à comunicação manifestaram pesar em notas oficiais e nas redes sociais. A Abraji divulgou uma nota destacando a importância de Beraba para a entidade e para o jornalismo como um todo.
Jornalistas que trabalharam ao lado de Beraba destacaram sua generosidade, seu rigor profissional e seu compromisso inabalável com a verdade dos fatos. Perfis publicados por veículos de imprensa recordaram sua trajetória e o impacto de seu trabalho na evolução do jornalismo investigativo no Brasil.
Legado
O legado de Marcelo Beraba para o jornalismo brasileiro é inestimável. Ele ajudou a construir as bases do jornalismo investigativo moderno no país e inspirou inúmeros profissionais a seguirem carreira na área. A Abraji, que ele ajudou a fundar, permanece como uma instituição vital para a defesa da liberdade de imprensa e para a qualificação do jornalismo no Brasil.
Seu nome será lembrado como sinônimo de integridade, independência e compromisso com a verdade — valores fundamentais para o jornalismo e para a democracia. A partida de Marcelo Beraba deixa uma lacuna, mas também uma trajetória que continuará a inspirar repórteres, editores e estudantes de jornalismo por muitas gerações.
Trajetória em pontos
- Jornalista com mais de 40 anos de atuação na imprensa brasileira
- Trabalhou em redações como Jornal do Brasil, O Globo e Folha de S.Paulo
- Exerceu a função de ombudsman na Folha de S.Paulo
- Foi um dos fundadores da Abraji em 2002
- Atuou na defesa da liberdade de imprensa e do jornalismo investigativo
- Contribuiu para a formação de gerações de jornalistas no Brasil