A primeira exposição das obras do fotógrafo Sebastião Salgado após seu falecimento será aberta ao público nesta sexta-feira, 11 de julho, em São Paulo. A mostra, intitulada "Sebastião Salgado: A Maior Expedição da Alma", é uma das mais aguardadas do ano no calendário cultural brasileiro e reúne mais de 60 fotografias que abrangem toda a carreira do artista, desde seus primeiros registros em minas de ouro no Brasil até suas expedições mais recentes pelos rincões mais remotos do planeta. Jogue 500+ slots e saque via PIX em minutos Crie sua conta e ganhe bônus de boas-vindas
Sebastião Salgado, que nos deixou no mês passado aos 81 anos, construiu um legado imensurável como fotógrafo e ativista ambiental. Suas imagens em preto e branco não apenas documentaram a condição humana e a grandiosidade da natureza, mas também mobilizaram consciências ao redor do mundo. A exposição é uma oportunidade para o público mergulhar na poética visual de um dos maiores artistas que o Brasil já produziu.
A abertura da mostra ocorre pouco mais de um mês após a morte de Salgado, o que confere à visita um tom de despedida e celebração. Familiares, amigos e admiradores esperam que a exposição sirva como um tributo à altura de sua trajetória. A curadoria, assinada por Lélia Wanick Salgado, companheira de vida e parceira criativa, buscou selecionar imagens que representassem cada fase de sua obra, desde o engajamento social até a contemplação da natureza.
Um legado imortalizado em preto e branco
Conhecido por seu olhar humanista, Salgado dedicou décadas a projetos de longo prazo que se tornaram referências na fotografia documental. A curadoria, assinada por Lélia Wanick Salgado, sua companheira de vida e parceira criativa, traça um arco de sua trajetória, mostrando a evolução de seu estilo e a profundidade de seu compromisso com as causas sociais e ambientais. A exposição ocupa dois andares do espaço cultural, com um percurso cronológico e temático que convida o visitante a uma verdadeira imersão em seu universo.
Salgado começou a fotografar ainda na década de 1970, influenciado pelo fotojornalismo europeu e pela necessidade de denunciar desigualdades. Com o tempo, desenvolveu um estilo inconfundível, marcado por composições dramáticas, alto contraste e uma sensibilidade que transforma cada imagem em uma narrativa visual. Sua capacidade de capturar a emoção humana em situações extremas – seja em campos de refugiados ou geleiras do Ártico – tornou-se sua marca registrada, admirada por críticos e pelo grande público.
Obras icônicas e séries emblemáticas
O visitante poderá conferir imagens marcantes de suas principais séries:
- Êxodos (2000): Um registro comovente dos movimentos migratórios forçados ao redor do globo, retratando refugiados, deslocados e a busca por uma vida digna. As fotos foram capturadas em mais de 35 países e mostram a resiliência humana diante da adversidade.
- Trabalhadores (1993): Uma homenagem ao trabalho manual e à dignidade do trabalhador, com imagens capturadas em mais de 30 países, incluindo a icônica foto da mina de ouro Serra Pelada, que se tornou um símbolo da luta e da exploração no Brasil.
- Gênesis (2013): Considerado seu projeto mais ambicioso, uma jornada de oito anos pelos lugares mais intocados e remotos do planeta, celebrando a beleza primitiva da Terra – de geleiras na Antártida a tribos isoladas na Amazônia.
- Outras Amazônias: Uma série mais recente que documenta a vida de comunidades indígenas e a resiliência da maior floresta tropical do mundo, reforçando seu ativismo ecológico e seu olhar atento às ameaças ambientais.
Cada série ganhou uma sala própria na exposição, com curadoria que destaca as imagens mais emblemáticas e oferece contexto por meio de textos e projeções. Em "Trabalhadores", por exemplo, o visitante se depara com a famosa fotografia dos mineiros de Serra Pelada, um dos registros mais poderosos do século XX. Já em "Gênesis", as paisagens intocadas transportam o espectador para regiões quase inacessíveis do globo, reforçando a urgência da preservação ambiental.
A curadoria de Lélia Wanick Salgado
Lélia Wanick Salgado, arquiteta e designer, foi a responsável por organizar e conceber visualmente todas as grandes exposições do fotógrafo nas últimas décadas. Para esta mostra póstuma, ela optou por um percurso que mescla grandes painéis com vitrines contendo cadernos de campo e câmeras utilizadas por Salgado. O design expográfico utiliza iluminação controlada e cores suaves, criando uma atmosfera intimista que convida à reflexão. Lélia também colaborou na seleção da trilha sonora ambiente, composta por sons da natureza gravados durante as expedições, proporcionando uma experiência sensorial completa.
Repercussão e homenagens
A morte de Sebastião Salgado gerou uma comoção nacional e internacional. Artistas, chefes de estado e organizações ambientais prestaram homenagens. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou pesar pelo falecimento do "maior documentarista visual do Brasil". Nas redes sociais, a hashtag #SebastiãoEterno ficou entre os assuntos mais comentados. A exposição surge como um ponto de encontro para aqueles que desejam celebrar sua vida e refletir sobre as questões que ele tanto defendeu: a justiça social, a preservação ambiental e a dignidade humana.
Diversos museus e centros culturais ao redor do mundo já manifestaram interesse em receber a exposição nos próximos meses, o que pode transformá-la em uma turnê internacional. O Instituto Terra, criado por Salgado para reflorestar a Mata Atlântica, também planeja ações paralelas durante o período da mostra, como palestras e oficinas sobre sustentabilidade.
Serviço
- Data de abertura: 11 de julho de 2025 (sexta-feira).
- Local: São Paulo (SP). Consulte o site oficial do evento para endereço completo e programação.
- Horários: De terça a domingo, das 10h às 19h.
- Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada). Entrada gratuita às quartas-feiras.
- Estacionamento: O centro cultural dispõe de estacionamento conveniado com vagas limitadas. Recomenda-se chegar cedo ou utilizar transporte público.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quanto tempo a mostra ficará em cartaz?
A exposição tem previsão de ficar em cartaz até o final de novembro de 2025, podendo ser prorrogada devido à alta demanda.
As obras estarão à venda?
Não. A mostra tem caráter exclusivamente retrospectivo e celebrativo. Todas as obras pertencem ao acervo do Instituto Terra e de colecionadores particulares.
Haverá visita guiada?
Sim. A organização oferecerá visitas guiadas nos finais de semana. É necessário realizar o agendamento prévio no site oficial.
Posso fotografar na exposição?
Sim, é permitido fotografar para uso pessoal, sem o uso de flash ou tripé, respeitando a segurança das obras e o fluxo de visitantes.
A exposição é acessível para pessoas com deficiência?
Sim. O espaço conta com rampas, elevadores e audiodescrição para visitantes com deficiência visual, garantindo uma experiência inclusiva.
Há estacionamento no local?
O centro cultural dispõe de estacionamento conveniado com vagas limitadas. Recomenda-se chegar cedo ou utilizar transporte público.