Rio amplia vacinação contra covid-19 para pessoas com baixa imunidade

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, anunciou a ampliação da vacinação contra a Covid-19 para pessoas com baixa imunidade. A medida inclui a disponibilização de doses adicionais de reforço e a inclusão de novos grupos considerados imunossuprimidos. O objetivo é proteger a população mais vulnerável às formas graves da doença, especialmente em um cenário de circulação de novas variantes.

Quem são as pessoas com baixa imunidade?

Pessoas com baixa imunidade, ou imunossuprimidas, são aquelas que têm o sistema imunológico comprometido devido a condições médicas ou tratamentos. Entre os grupos elegíveis estão: pacientes em tratamento oncológico (quimioterapia, radioterapia), transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea, pessoas vivendo com HIV/AIDS com contagem baixa de linfócitos, usuários de medicamentos imunossupressores (como corticosteroides em altas doses, biológicos), portadores de doenças autoimunes em atividade, pacientes com imunodeficiências primárias, entre outros. A definição exata dos grupos pode variar conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e as orientações da ANVISA.

Por que é importante vacinar esse grupo?

Estudos mostram que a resposta imunológica à vacinação pode ser reduzida em pessoas imunossuprimidas, tornando-as mais suscetíveis a infecções graves, hospitalização e morte por Covid-19. A aplicação de doses adicionais de reforço é uma estratégia recomendada internacionalmente para elevar a proteção. A ampliação no Rio segue as evidências científicas de que esquemas estendidos com intervalos menores podem melhorar a eficácia vacinal nesse segmento.

Como está sendo ampliada a vacinação no Rio?

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro implementou a ampliação por meio de: abertura de novos postos de vacinação em policlínicas e centros de saúde; vacinação sem necessidade de agendamento prévio para este grupo; prioridade na distribuição de vacinas com tecnologias atualizadas (como a vacina bivalente); campanhas de busca ativa para identificar pessoas elegíveis que ainda não completaram o esquema. Além disso, a prefeitura firmou parcerias com hospitais e clínicas especializadas para alcançar pacientes que realizam tratamentos imunossupressores.

Quais vacinas estão disponíveis?

As vacinas disponíveis seguem o Programa Nacional de Imunizações. No momento, estão sendo oferecidas vacinas de RNA mensageiro (Pfizer-BioNTech) e vacinas de vetor viral (AstraZeneca) e inativadas (CoronaVac), com preferência para as vacinas bivalentes que conferem proteção contra as variantes mais recentes. A escolha do imunizante leva em conta a condição clínica do paciente e as recomendações médicas.

Como se vacinar no Rio?

Pessoas com baixa imunidade podem se dirigir a qualquer unidade de saúde da rede municipal portando documento de identidade, CPF, comprovante de residência e, preferencialmente, relatório médico que comprove a condição de imunossupressão. Aqueles que já possuem cadastro no sistema de saúde podem apresentar a caderneta de vacinação. A vacinação está disponível de segunda a sexta-feira, e também aos sábados em alguns locais. A prefeitura reforça que não é necessário agendamento para este público.

Cuidados após a vacinação

Recomenda-se que os vacinados permaneçam em observação por 15 a 30 minutos após a aplicação para monitoramento de reações alérgicas raras. Efeitos colaterais leves, como dor no local, febre baixa e cansaço, são comuns e não exigem atendimento médico. Caso ocorram reações mais intensas, é importante buscar orientação na unidade de saúde. A vacinação não dispensa o uso de máscaras e outras medidas preventivas em ambientes de alto risco, especialmente para este grupo que pode ter resposta vacinal reduzida.

Perguntas frequentes

Quem precisa de comprovante médico?

Pessoas com doenças imunossupressoras que não estejam cadastradas nos sistemas da prefeitura podem apresentar laudo médico para garantir a vacinação. Pacientes já acompanhados em unidades de saúde podem ser vacinados mediante apresentação da caderneta e documento.

Quantas doses de reforço são indicadas?

A quantidade de reforços depende do esquema vacinal anterior e da condição do paciente. A recomendação atual é de pelo menos uma dose de reforço com vacina bivalente, podendo ser necessárias doses adicionais dependendo da avaliação médica. A Secretaria Municipal de Saúde segue as diretrizes do Ministério da Saúde e da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização.

Crianças com baixa imunidade também podem se vacinar?

Sim, a vacinação é indicada para crianças e adolescentes a partir de 6 meses que se enquadrem nos critérios de imunossupressão, seguindo as faixas etárias autorizadas. Os responsáveis devem levar a caderneta da criança e documento médico se disponível.

A ampliação da vacinação no Rio representa um avanço na proteção dos mais vulneráveis. A prefeitura reforça a importância de manter o calendário vacinal em dia e de buscar orientação médica para dúvidas específicas sobre o esquema de vacinação contra a Covid-19.