São Paulo tem Dia D de Vacinação contra Gripe

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo realiza neste sábado (12) o Dia D de vacinação contra a gripe (influenza). As unidades básicas de saúde (UBS), centros de saúde e postos volantes abrirão em horário estendido, das 8h às 17h, para ampliar o acesso da população. A ação integra a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza e busca atingir a meta de vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários. Até o momento, a cobertura vacinal no estado está abaixo do esperado, o que reforça a necessidade de mobilizações como esta.

O que é o Dia D de Vacinação?

O Dia D é uma estratégia do Ministério da Saúde, adotada anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Nesse dia, municípios de todo o país abrem postos de vacinação em horário especial, geralmente aos sábados, para facilitar o acesso de trabalhadores, estudantes e famílias. No estado de São Paulo, a ação conta com o apoio das secretarias municipais, que organizam mutirões, tendas em praças e pontos de drive-thru — especialmente em cidades com grande densidade populacional, como a capital, Campinas, São José dos Campos e Ribeirão Preto.

Além de ampliar a cobertura, o Dia D serve como oportunidade para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adultos, com a oferta de outras vacinas do calendário básico, conforme a disponibilidade de cada unidade.

Grupos prioritários: quem pode se vacinar

A vacina contra a influenza está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para os seguintes grupos prioritários, definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI):

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos – a imunização nessa faixa etária é fundamental para evitar complicações respiratórias graves e hospitalizações.
  • Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto) – a vacina protege tanto a mãe quanto o bebê nos primeiros meses de vida.
  • Idosos a partir de 60 anos – grupo mais vulnerável a formas graves da doença; a vacinação reduz significativamente o risco de óbito.
  • Profissionais de saúde – incluindo médicos, enfermeiros, técnicos, agentes comunitários e profissionais de serviços de apoio.
  • Professores do ensino básico e superior – pela exposição em salas de aula e contato frequente com crianças e adolescentes.
  • Pessoas com comorbidades – portadores de doenças crônicas (diabetes, hipertensão, obesidade grave, asma, doenças cardíacas, renais ou hepáticas, imunossupressão, entre outras).
  • Pessoas com deficiência permanente – incluindo deficiências físicas, intelectuais, sensoriais e múltiplas.
  • Forças de segurança e salvamento – policiais, bombeiros, militares, guardas municipais e agentes de trânsito.
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo – por estarem expostos a grandes aglomerações e deslocamentos.
  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação com foto e, sempre que possível, a caderneta de vacinação. No caso de pessoas com comorbidades, recomenda-se levar um relatório médico ou receita que comprove a condição de saúde, embora a apresentação não seja obrigatória na maioria dos municípios.

Onde encontrar a vacina no Dia D?

Os postos de vacinação incluem todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de centros de saúde, clínicas da família e pontos provisórios instalados em locais estratégicos, como terminais de ônibus, estações de trem, shoppings e praças centrais. Em muitas cidades do estado de São Paulo, também haverá atendimento em sistema drive-thru, voltado especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A lista completa de endereços e horários pode ser consultada no site da Secretaria Estadual de Saúde ou nos canais oficiais de cada prefeitura. Para encontrar o posto mais próximo, a recomendação é ligar para o Disque Saúde (136) ou acessar o aplicativo "Vacina Já", disponível para Android e iOS.

Documentos necessários

No ato da vacinação, é importante levar:

  • Documento oficial com foto (RG, CNH, carteira profissional)
  • CPF ou Cartão Nacional de Saúde (SUS)
  • Caderneta de vacinação (para registro da dose e verificação de vacinas em atraso)
  • Comprovante de grupo prioritário (se aplicável – exame, receita, declaração profissional, contracheque)

Recomenda-se usar roupas de manga curta ou que permitam fácil acesso ao braço, além de levar água e lanche para o caso de filas. Para quem vai de carro, evitar horários de pico (início da manhã e início da tarde) pode reduzir o tempo de espera.

Importância da vacinação contra a gripe

A influenza é uma infecção viral respiratória altamente transmissível, que pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e até óbito, especialmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A vacina é a principal ferramenta de prevenção. Ela é composta por vírus inativados (mortos) e é segura, não causando a doença. Estudos do Ministério da Saúde indicam que a vacinação reduz em até 60% o risco de hospitalizações por complicações da gripe e é responsável por diminuir a circulação viral na comunidade, protegendo indiretamente quem não pode se vacinar.

A vacina ofertada na rede pública é do tipo trivalente (protege contra três cepas do vírus), atualizada anualmente conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) com base nas cepas que mais circulam no Hemisfério Sul.

Dicas práticas para o Dia D

  • Horários alternativos: prefira vacinar-se no início da manhã (assim que o posto abrir) ou no final da tarde, quando o fluxo costuma ser menor.
  • Verifique o clima: em dias de chuva ou frio intenso, alguns postos podem ter filas em locais cobertos; leve guarda-chuva e agasalho.
  • Uso de máscara: se estiver com sintomas gripais ou imunossuprimido, use máscara e mantenha distanciamento.
  • Vacinação simultânea: se precisar de outras vacinas (como a da COVID-19), pergunte ao profissional se é possível administrá-las no mesmo dia – em geral, não há contraindicação.
  • Cuide da caderneta: mantenha o documento em local seguro e registre todas as vacinas. Caso tenha perdido, peça uma segunda via na UBS.
  • Não esqueça a hidratação: leve uma garrafa de água e, se for acompanhado de criança, um lanche e brinquedo para distrair.

Perguntas Frequentes

Gestantes podem tomar a vacina contra a gripe?

Sim. Gestantes são consideradas grupo prioritário e devem receber a vacina em qualquer trimestre da gestação. A vacina é segura e protege a gestante de complicações graves, além de transferir anticorpos para o bebê, que fica protegido nos primeiros meses de vida.

A vacina da gripe protege contra a COVID-19?

Não. A influenza é causada pelo vírus Influenza e a COVID-19 pelo SARS-CoV-2. A vacina contra a gripe não oferece proteção contra o coronavírus. Porém, as duas vacinas podem ser administradas no mesmo dia, em locais anatômicos diferentes (braços distintos).

Quem não pode se vacinar?

Pessoas com histórico de reação alérgica grave (anafilaxia) a componentes da vacina (como proteína do ovo) ou que apresentaram reação alérgica severa a doses anteriores devem consultar um médico antes de se vacinar. Além disso, pessoas com doença febril aguda moderada ou grave devem adiar a vacinação até a melhora do quadro.

Precisa tomar a vacina todo ano?

Sim. A imunidade induzida pela vacina diminui ao longo do tempo, e as cepas do vírus Influenza circulantes mudam a cada temporada. Por isso, a vacina é atualizada anualmente e deve ser tomada antes do início do inverno brasileiro (entre abril e maio). A vacinação anual é segura e garante a melhor proteção possível.

Crianças precisam de duas doses?

De acordo com o PNI, crianças de 6 meses a menores de 9 anos que nunca receberam a vacina contra influenza devem tomar duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Crianças já vacinadas em anos anteriores recebem apenas uma dose por campanha.

Quais são os possíveis efeitos colaterais?

Os efeitos mais comuns são dor local, vermelhidão ou inchaço no braço, febre baixa e mal-estar, que geralmente desaparecem em 24 a 48 horas. Reações alérgicas graves são extremamente raras. A vacina não causa gripe, pois contém vírus inativados.

Mitos e verdades sobre a vacina da gripe

Mito: "A vacina provoca gripe."
Verdade: a vacina inativada não pode causar a doença. Eventuais sintomas leves decorrem da resposta imunológica normal do organismo.

Mito: "Só idosos precisam se vacinar."
Verdade: todos os grupos prioritários, incluindo crianças, gestantes, professores e pessoas com comorbidades, devem se vacinar. A circulação do vírus entre esses grupos aumenta o risco de transmissão para toda a população.

Mito: "A vacina sobrecarrega o sistema imunológico."
Verdade: a vacinação estimula a produção de anticorpos específicos sem sobrecarregar o organismo. É segura e recomendada para pessoas com doenças crônicas.

Mito: "Quem já teve gripe neste ano não precisa se vacinar."
Verdade: a imunidade natural contra o vírus Influenza pode ser insuficiente para proteger contra as novas cepas. A vacina anual é a forma mais eficaz de prevenção independentemente de infecções anteriores.

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