Marta, a maior artilheira da história das Copas do Mundo, afirmou que a realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil, em 2027, será um marco para o futebol feminino no país e no mundo.
Em declaração recente, a jogadora destacou a importância de sediar o torneio na América do Sul pela primeira vez. Para Marta, a competição vai impulsionar a modalidade, atrair investimentos e inspirar milhares de meninas a seguirem no esporte. "Será um marco para o futebol feminino. O Brasil respira futebol, e ter a Copa aqui vai mostrar a força das mulheres no esporte", disse Marta durante entrevista.
Principais pontos da declaração
- Marco histórico: Primeira Copa do Mundo Feminina na América do Sul.
- Inspiração para jovens: Marta acredita que o evento incentivará novas atletas.
- Investimento e visibilidade: A competição deve atrair mais recursos para o futebol feminino.
- Legado esportivo: Além dos jogos, é preciso fortalecer a base e os clubes.
- Protagonismo feminino: O Brasil mostrará ao mundo a força das mulheres no esporte.
O caminho até 2027
O Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 em maio de 2024, durante o Congresso da FIFA em Bangkok, na Tailândia. A candidatura brasileira recebeu 119 votos, contra 78 da proposta conjunta de Alemanha, Bélgica e Países Baixos. Foi uma vitória expressiva, que reflete o reconhecimento da tradição do futebol brasileiro e o potencial de crescimento da modalidade no país.
Será a primeira edição do torneio na América do Sul e apenas a segunda na América Latina — a primeira foi em 2015 no Canadá? Na verdade, o Canadá fica na América do Norte. Portanto, esta é a primeira vez que o torneio ocorre na América do Sul, um feito inédito para a região.
Marta, que já participou de cinco Copas do Mundo (2003, 2007, 2011, 2015, 2019) e detém o recorde de 17 gols na competição — a maior artilheira entre homens e mulheres — vê o torneio de 2027 como uma oportunidade única para acelerar o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil e em todo o continente.
Marta: símbolo de luta e inspiração
Eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela FIFA, Marta é mais do que uma atleta: é um ícone na luta pela igualdade de gênero e contra o racismo. Nascida em Dois Riachos, Alagoas, ela superou adversidades para se tornar a principal referência do futebol feminino mundial.
Fora de campo, Marta usa sua voz para cobrar mudanças estruturais. "Ainda temos muito a avançar em termos de salários, estrutura e respeito. Mas cada Copa nos aproxima mais da igualdade", afirmou a jogadora. Sua declaração sobre a Copa de 2027 reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação social.
Expectativas para o torneio
O Brasil conta com estádios modernos construídos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014, como o Maracanã (Rio de Janeiro), o Estádio Mané Garrincha (Brasília), a Arena Corinthians (São Paulo) e a Arena Fonte Nova (Salvador). Essas praças esportivas estão aptas a receber grandes eventos e oferecem infraestrutura de ponta.
A expectativa é de grande público e audiência, consolidando ainda mais o crescimento do futebol feminino global. Na edição de 2023, a Copa na Austrália e Nova Zelândia registrou recordes de bilheteria e audiência. Para 2027, a tendência é de superação, especialmente em um país apaixonado por futebol como o Brasil.
Além dos jogos, o torneio deve gerar impacto econômico positivo, com turismo, geração de empregos e exposição internacional. Marta acredita que o legado vai além do futebol: "Vai mostrar para o mundo que as mulheres brasileiras são forças no esporte e que o futebol feminino merece respeito."
Desafios e oportunidades
Apesar do entusiasmo, Marta destacou que é preciso garantir que o torneio deixe legados concretos. "Não adianta ter Copa se depois as meninas não tiverem onde jogar", completou. Entre os principais desafios estão:
- Investimento na base: Criar escolinhas e competições juvenis para formar novas atletas.
- Profissionalização dos clubes: Melhorar salários, estrutura e condições de treino.
- Continuidade: Manter políticas públicas e privadas de incentivo após o torneio.
- Combate ao preconceito: Usar a visibilidade da Copa para promover igualdade de gênero no esporte.
Perguntas frequentes sobre a Copa do Mundo Feminina 2027
- Qual será a data da Copa do Mundo Feminina de 2027? O torneio deve ocorrer entre junho e julho de 2027, seguindo o calendário internacional da FIFA.
- Quantas seleções participarão? Serão 32 seleções, mesmo formato da edição de 2023.
- Marta ainda jogará em 2027? Se estiver em boas condições físicas, a atleta afirmou que gostaria de participar. Em 2027, ela terá 41 anos.
- Onde serão realizados os jogos? As partidas ocorrerão em estádios de várias cidades brasileiras, incluindo as que sediaram a Copa de 2014, como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, entre outras.
- Como o Brasil foi escolhido como sede? Em maio de 2024, o Brasil venceu a candidatura europeia na votação da FIFA, com 119 votos a favor contra 78.
- Qual o impacto esperado para o futebol feminino brasileiro? Espera-se aumento de investimentos, maior visibilidade na mídia e fortalecimento das competições nacionais, como o Brasileirão Feminino.